quarta-feira, 29 de abril de 2009

Primeira festa da ILlha!

E Rolou a Festa!!!!
Dia 20 de abril rolou a 1ª festa do nosso amado site! E como não poderia ser diferente passei lá para conferir a balada.
Mesmo sendo uma véspera de feriado (que na verdade era bem NO MEIO do feriado) achei FANTÁSTICO ver o Santa Sara cheio. Muito legal ver quantas pessoas acessam o site, e mesmo sem saberem que eu faço parte, me disseram coisas muito legais sobre ele.
O que para o Paulo Longo e a Fê era meio que uma “festa estranha”, eu como representante da raça tava bem tranqüila.
Quando cheguei o bar já tava bem cheio, todas as mesinhas laterais já estavam ocupadas, lá em cima rolava um clima mais tranqüilo, por isso não fiquei lá! Então como não tinha onde sentar fui dançar e na verdade lá fiquei grande parte da noite! O som estava fantástico e a galera se divertindo na pista.
Apesar do nosso site ser voltado para mulheres vi vários homens por lá também prestigiando a festa! Afinal de contas não temos preconceitos com eles né?! Contanto que seja eles lá e nós aqui!
Queria parabenizar toda a equipe do site que mandou muito bem na festa e todos que ajudaram a fazer essa festa! Tenho certeza que a próxima vai ser ainda melhor!!!

Dorothy Gale, gostou muito das partes que lembra da festa.

terça-feira, 3 de março de 2009

Small world?!

Quantas vezes já não ouvimos, ou até falamos, que esse mundo é muito pequeno, que todas as mulheres bonitas e interessantes estão namorando amigas suas ou são ex das mesmas. Mas de tanto conhecer cada vez mais pessoas novas comecei a achar que talvez o mundo não fosse tão pequeno como eu imaginava. Eu que simplesmente estava sempre no mesmo lugar, com as mesmas pessoas e por isso tinha essa linha de pensamento.
Mas um dia falando sobre isso com uma amiga expus o meu ponto de vista e ela na hora já retrucou: eu discordo! Acho mesmo que o mundo é pequeno! É tipo 6 graus de separação*. Não importa o quão longe você vá, você vai sempre ter algum tipo de ligação com alguém. Nem que seja um amigo de infância que você não vê a 20 anos.
E isso me fez pensar se realmente vivemos num "petit monde" e eu estou simplesmente sendo otimista em achar que tem a "whole new world" onde existem pessoas novas e disponíveis?!
Exemplificando a dose de realismo que minha querida amiga me deu vai a historia. (todos os nomes foram mudados para preservar a identidade dos envolvidos)

Jenny e Sarah se conhecem, mas não sabem uma da outra.
Depois de alguns meses afastadas Jenny conhece Rachel (que namorava Dorothy). E ela vê pelo orkut que tem Sarah como amiga em comum com Jenny. Em tom de sarcasmo Rachel pergunta a Jenny de onde ela conhece Sarah, e ai Jenny percebe q tem o gosto por mulheres em comum com sua amiga.
Na pegada de fazer Sarah contar a verdade Jenny começa a falar por msn que conheceu uma amiga dela e que achava tranquilo toda essa historia do mundo gay foi quando Sarah disse:

Sarah: Já que você acha tranqüilo essa historia de mundo gay...
Jenny: eu também

Porque analizando é difícil cada vez conhecer mais amigas de grupos distintos e ainda achar que o mundo é pequeno. Mas ao mesmo tempo é difícil conhecer alguém nesse mundo que não conhece ninguém que você conhece. Entao it's a weird world after all.


* 6 graus de separação é uma teoria do cientista da computação da Universidade de Virginia, Brett Tjaden, que tem como objetivo provar que você esta ligado a qualquer pessoa no mundo por apenas 6 laços de amizade. Ou seja, você ainda tem chance de conhecer a Jolie. E só procurar os amigos certos!

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Se fosse facil qualquer um faria....

Quando vc descobre que prefere elas a eles, já é um tanto quanto complexo para vc se aceitar e entender todas as mil coisas que passam na sua cabeça.

Assumir para sua melhor amiga que vc gosta de mulher é uma misto de alivio de poder ser quem vc realmente é com um "fardo" de ser "oficialmente" gay!

Porque quando apenas pessoas que são sabem é uma coisa, a partir do momento em que o mundo hetero fica sabendo, para mim pelo menos, foi um passo que demorou algum tempo!

Lembro que eu ensaiei muitas vezes como contar p/ ela, mas nunca sabia como começar. Sabia que ela não me trataria diferente, mas tinha medo da reação.

Estava sentada na varanda da casa em que passamos o reveillon quando consegui entrar no assunto e falei: Sou gay!

Na hora ela começou a chorar de raiva de mim pois sempre me defendia e eu tinha mentido p/ ela por todo esse tempo.

Mas não é fácil contar p/ alguém, assim como não é fácil, no começo, se olhar no espelho e admitir em voz alta.

Parece que depois disso vc carrega sua letra de Scarlet, é seu "pecado", seu "segredo" mais profundo.

Mas com o tempo percebi que quanto mais amigos sabiam, melhor eu me sentia, como é bom poder sofrer abertamente com as pessoas que te amam pq levou um pé na bunda, poder contar com entusiasmo quando começa a paquerar alguém, como é bom poder ser vc mesmo independente de onde vc está...

Minha amiga se recuperou do choque e hoje sempre faz a piada quando vai se trocar perto de mim:

- Ve se não me agarra hein?!

E tem a mercida resposta:

- Vc não é tudo isso!


Dorothy Gale, fala tudo baseado em sua mera experiência.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

O primeiro post a gente nunca esquece...

Se você é uma mulher daquelas que não é das mais femininas, mas também não é das mais masculinas (tem aquele jeito de muleca sabe?!), você sabe que seu comportamento no trabalho deve levantar algumas (muitas) suspeitas, sobretudo depois que diversas novelas começaram a abordar o tema e todas as meninas de novela são bonitinhas como vc!

Você não pega nenhum dos seus colegas de trabalho, e mesmo que já o tenha feito as especulações sobre sua orientação sexual se intensificam a cada gesto.

Não bastasse não ser a vadia do trabalho (ao menos não com os homens), você tem uma postura, digamos, pouco meiga. Não fala coisas no diminutivo a cada três palavras, não veste roupinhas rosinhas fofinhas, não age como se precisasse, desesperadamente, da atenção dos "machos" do recinto, dá conselhos para os colegas de trabalho de como conquistar uma mulher (Porque no fundo você tem certeza de que já pegou mais mulher que eles) e, ainda por cima, na hora de defender uma idéia, não recua porque a outra pessoa tem um pinto.

Você é a solteira eterna do trabalho, a mal-comida ou não-comida, mesmo quando namora há anos, ou está envolvida com ao menos três mulheres. As piadinhas começam a surgir e os assuntos, especulativos, buscam tirar de você alguma informação, como: o que você achou do jogo ontem? Freqüenta o shopping Frei Caneca? Tenho um aniversario de um amigo numa balada chamada à Lôca (antes da Bubu ser famosa, essa era a casa gls talvez mais conhecida pelos heteros) você conhece?

Aparecer com uma melhor amiga de repente, ou manter uma amizade incrível com uma mulher também chama, e muito, a atenção. A pobre coitada, mesmo sendo heterossexual convicta (até que se prove o contrário), leva a "fama" junto com você, mas depois de um tempo, passa a aceitar a idéia (o que pode ajudar E MUITO, caso você realmente queira algo com ela).

Outros inúmeros exemplos podem descrever como uma menina chama a atenção em seu ambiente de trabalho, e também em outros ambientes, como a faculdade, onde os meninos deixam à testosterona correr livre e não poupam esforços para acasalar (sim, porque é isso que, em geral, eles fazem).
Ainda mais quando um deles e tenta ficar com você e leva um não (e não é porque ele é homem, mas porque ele realmente não te interessa AT ALL) seu "atestado" já está oficialmente assinado. Depois eles ainda têm duvidas de por que preferimos elas a eles...

Dorothy Gale é jornalista e realmente prefere elas a eles.